Por Gilberto Malheiros

Hoje Páscoa, família, futebol mexendo com as emoções e tudo de “light” pra sentir. Um momento de pausa na ansiedade, na busca, no compromisso- criado e imposto por nós pelas cobranças da vida. Resolvi não tocar em nenhum assunto em si, resolvi escrever sobre o hoje “de boas”. Como se me sentasse no topo do Everest e ficasse lá curtindo. Sem procurar os problemas pra resolver, sem pensar no dinheiro pra pagar alguma conta desnecessária que fazemos. Um dia “parado”- pois estamos a maioria, fora do horário comercial.

Geralmente, entre outros domingos, acabo não desligando das aulas, das vendas e de fazer os cálculos de quantas horas eu vou dormir. Eu tirei o apêndice, algo corriqueiro atualmente. Os dias de “molho”, te fazem pensar, fazer uns planos e umas rotinas mentais que acabaremos não cumprindo- pois são muito puxadas.

Eu me considero um corredor em pensamento, planos e em ansiedade – tudo isso quando não to dormindo. Hoje, pelo menos, devido a esse tempo em casa ou sei lá o quê, acredito que em várias situações que achamos urgentes, não adianta correr.

A frase do Mark Twain é emblemática: “Já sofri por muitas coisas em minha vida. A maioria delas nunca existiu.” Dado a essa pausa obrigatória na minha vida- apendicite-, essa frase fez mais sentido do que já fazia. Porém, infelizmente, pelo que me conheço, voltarei ao ritmo frenético dos meus pensamentos. O quem sabe eles diminuam pelo menos um pouquinho de velocidade.

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Arte em fragmentos sendo registrado pelo jornalismo independente. Reunião de ideias bagunçadas de estudantes de jornalismo.

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