Por Gilberto Malheiros

Palavras soltas começam a fazer sentido quando eu tento escrever sobre o meu Super Mental/Emocional. Eu espero “vir” algum sentimento/pensamento que eu possa transformar em alguma coisa que faça sentido colocar no “papel”.

A construção diária, o problema burocrático, monetário e social caem de forma ininterrupta sobre nossas vidas. Elas se transformam e chegam ao nosso Mental/Emocional para dar forma ao que sentimos e pensamos. Somos uno. Todas as estruturas colidindo e sendo refletidas de dentro pra fora.

Várias vezes me pergunto, se somos uma tábula rasa, ou se já viemos pré-equipados com algo cósmico, espiritual ou divino. Além do “bioquímico” que reage dentro de nós, ainda temos o externo para absorver e nos transformar/moldar.

Eu aprendi pela experiência – empirismo haha – que existem sensações e visões que podemos “alcançar” apenas após de termos cumprido um caminho de “etapas” até elas. Como na escola, vai passando as séries e adquirindo uma bagagem; no trabalho, vai se pegando a “manha”, e executando as tarefas com mais facilidade.

Meu pai teve que ler as legendas do filme do “Paizão”, com Adam Sandler, no cinema pra mim lá em 1999, pois minha mãe recém estava me ensinando – aprendi a ler com ela, a escola não me alfabetizou. Hoje, além de eu conseguir ler as legendas, dependendo da frase em inglês ou espanhol, eu nem preciso das legendas – acho a língua a comunicação uma coisa de outro mundo.

O que eu quero dizer é que, além de irmos correndo, graduando, trabalhando, crescendo ao natural, também temos que passar de fase nos “mentais/emocionais” da vida. Isso é o mais complexo, pelo menos pra mim, pois não existe um sistema preestabelecido.

A linguagem burocrática não existe nesses aspectos, e eu não posso pagar por isso, nem se eu for Bill Gates – cara mais rico do mundo. Tenho que ir avaliando, sem nenhuma base teórica, e não tenho um mapa para me guiar. É tudo único pra todo mundo.

Essa incessante busca por meios de como fazer no quesito Mental/Emocional não cessa, pois não existe o que encontrar. Essa passagem da música do Neck Deep dá o tom – “ Stop digging it up. Or we’re never gonna see it all in bloom”. Tradução: Pare de desenterrar. Ou nunca vamos ver tudo em flores/ florescer.

Acredito que algo já vem pré-equipado, nossa intuição. Não só a intuição, nem tudo veio do mundo, acredito que algo já vem lá dentro de nós, algo que não se toca e não se vê, mas sabe-se que está aqui, aí em algum lugar. Por isso floresce, pode ser antes, depois, tudo depende das “etapas”, dos caminhos de cada um.

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Arte em fragmentos sendo registrado pelo jornalismo independente. Reunião de ideias bagunçadas de estudantes de jornalismo.

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