Ei, você que veio bisbilhotar a coluna. É! Você mesmo! Vem cá, tenho uma coisa pra te falar que aposto que já viveu ou já viu acontecer com alguém. E posso te adiantar uma coisa: nada melhor do que se amar, não é mesmo?

Certo dia uma amiga me disse que ele era o amor de sua vida e que sem ele, ela, preferiria a morte. Fiquei chocada ao ouvir tamanha bobagem vindo dela. Não esperava. Ela era loira, de tamanho mediano, olhos claros, sorriso encantador e muito desejada pela rapaziada. Mas esse rapaz acabou com a autoestima dela. Por meses ela viveu um relacionamento que a colocava para baixo, sem perspectiva nenhuma de melhorar e o pior é que todo mundo a volta dela via, mas ela não. Estava cega. Cega, não literalmente, mas cega de paixão.

– Paixão? Não seria amor?

Não, o amor não maltrata. O amor é genuíno. O amor cura. O amor te faz ir às alturas. Já a paixão é avassaladora. Ela faz você perder a razão. A paixão não correspondida pode se tornar vício. Obsessão. E a obcecada, como minha amiga estava não importava nada que eu pudesse dizer a ela, porque ele sempre seria o “coitadinho” da história.

O “coitadinho”. É uma ótima expressão que eu adoro usar para me referir àqueles que ferem os outros com consciência do que estão fazendo. E não, eu não estou julgando sem saber, porque convenhamos que ninguém aqui é mais criança para ser tão inocente assim, né? Ah! Mais uma coisinha: o “coitadinho” pode ser facilmente trocado por “coitadinha”, porque nós, mulheres, também podemos cometer os mesmos erros desse boy aí, okay? Sem hipocrisia, mulherada!

Retomando… O “coitadinho” é aquele cara que faz as coisas e diz “Nossa! Não sabia que tu te sentia assim, me desculpa!” ou “Bá, foi mal, mas a gente não tem nada sério” (sendo que vocês só não rotularam BUT estão em um relacionamento). Ah! E tem a clássica: “Eu gosto muito de ti mesmo, mas não quero compromisso por agora” e ainda falam isso com lágrimas nos olhos que nunca caem de tão falsas. É ou não é? Tenho certeza que você está concordando comigo e ainda consigo ver um meio sorriso no seu rosto. Só que amiga, esse cara não gosta de você. E quando ele diz “não quero um compromisso agora”, ele está dizendo que não quer um compromisso com você. Doeu? Imagino que sim, mas vai doer muito mais se você continuar a se anular por um cara desses. Ou vai dizer que você passa o rodo na galera como ele faz? Se você faz isso, que eu tenho certeza que não, okay, aí é outra história. Mas enquanto ele tá lá colocando o microfone pra cantarem outros shows, você tá aí só fazendo show com ele, se é que me entende.

Graças a Deus, minha amiga se livrou daquele embuste e está muito feliz. E como ela fez para sair desse carma? Ela apenas se olhou no espelho e começou a ver de novo a mulher incrível que ela era. Ela prometeu para si mesma que não mais deixaria que ele a fizesse algum mal. Ela não mais permitiu que ele se aproximasse. Ela cortou papo algumas vezes, o tratou com indiferença e ele entendeu o recado. A única coisa sensata que ele fez foi entender o recado e se afastar. Porque como eu disse antes, ele não gostava dela, só queria um bom palco para fazer shows certos nos finais de semana.

E ela? Ela abriu os olhos e voltou a viver. Voltou a fazer as coisas pensando nela. Retomou seus planos e colocou em ação. Ela voltou a sorrir, como não a via sorrir por muito tempo. Começou a usar as roupas e a se produzir exclusivamente para ela mesma. Ela voltou a se amar. E você? Vai continuar a gastar toda sua energia com uma pessoa que não te quer ou vai voltar a se amar em primeiro lugar?

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Arte em fragmentos sendo registrado pelo jornalismo independente. Reunião de ideias bagunçadas de estudantes de jornalismo.

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